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  • Robson Custódio

Vitor Ferraz comenta sobre saídas de Juninho e Thaciano:

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Fonte: Site Bahia Notícias;

Vitor Ferraz, em entrevista ao programa BN Na Bola, da rádio Salvador FM 92,3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama, o dirigente explicou a negociação de Thaciano. O jogador estava emprestado ao Esquadrão pelo Grêmio, e deve ser anunciado a qualquer momento por um clube turco (saiba mais aqui). De qualquer forma, Ferraz garantiu que o Tricolor vai ao mercado para repor a saída do meia.

"No caso de Thaciano, tínhamos o direito de preferência por igualar, e nós inclusive manifestamos ao Grêmio a intenção de igualar a proposta. Contudo, a gente tem que observar todas as partes envolvidas no contrato. Thaciano recebeu uma proposta para ele que representava mais do que o dobro do que ele recebe no Bahia. E aí ficou algo absolutamente fora da nossa realidade. A impossibilidade se deu por essa circunstância específica e isso faz parte. O Bahia vai ao mercado, logicamente. Não vou dar prazo, mas a gente está, desde a semana passada, trabalhando no levantamento, análise técnica de alguns atletas, a partir do banco de dados que o clube dispõe, avaliando possibilidades práticas, disponibilidades de atletas no mercado, para que a gente posssa, o quanto antes, cobrir essa lacuna que pode ser deixada por Thaciano", destacou Ferraz.

No caso de Juninho, vendido para o Midtjylland, da Dinamarca (veja aqui), o vice-presidente aproveitou para explicar que o Bahia não teve prejuízo na venda. Na época que oficializou a compra do zagueiro junto ao Palmeiras, o Esquadrão pagou o valor de R$ 5,7 milhões. Por outro lado, vendeu o atleta por R$ 10 milhões, mas só ficou com 50% do valor (R$ 5 milhões).

"Se a gente fizer uma análise simples, que a gente comprou um atleta, utilizou ele por dois anos, e ainda que venda pelo mesmo valor, ainda temos vantagem. Ele está dois anos mais velho, nos performou tecnicamente, e já não tem a mesma idade. Sabemos que o fator idade é muito relevante quando se trata de transação de atleta. Esse é um aspecto. Outro aspecto muito importante é que nós fizemos a aquisição de Juninho, mas o Palmeiras permaneceu durante todo esse período pagando uma parte importante do salário de Juninho e cobrindo 100% dos encargos (...) Quando a gente coloca esse valor na conta, o que o Bahia pagou de fato é significativamente menor. A equação final é um valor muito menor. Isso é fundamental para a análise do negócio em si. Evidente que há uma perda técnica, e se o clube estivesse em uma outra condição financeira, talvez nós pudéssemos nos dar ao luxo de não fazer o negócio agora, correndo o risco de, ao final da temporada, não chegar um outro negócio, ou chegar um inferior. Mas temos que ter a tranquilidade de saber que, considerando todas as circunstâncias envolvidas nessa transação, foi um negócio bom para o clube", destacou.

O dirigente revelou que, atualmente, o Bahia tem um passivo que supera a casa dos R$ 200 milhões, e chega a gastar R$ 1 milhão por mês apenas para pagar dívidas referentes aos anos pré-intervenção. A situação financeira piorou com a pandemia e, apesar de não chegar a atrasar dois meses, o clube já deixou de pagar salários em dia, como não ocorria há mais de cinco anos. "Tivemos uma paralisação total das atividades do clube durante quatro meses. Uma estagnação quase completa das principais fontes de receita, como televisão, vendas de jogadores, bilheteria. Uma queda vertiginosa decorrente do plano de sócios, e a gente entende que muitas pessoas deixaram de pagar o plano por conta das dificuldades financeiras que estão passando, nessa crise que nosso país vive. Além do problema histórico que o clube tem, tivemos uma situação aguda, muito severa, na pandemia. O Bahia vai levar de 3 a 4 anos para restabelecer a condição pré-pandemia, que já não era uma condição fácil. Vamos lembrar que há menos de 8 anos o Bahia vivia uma situação absolutamente caótica. Eu vivi isso muito intensamente porque entrei no clube em setembro de 2013, ao final da intervenção, e o cenário era desolador. Não podemos nos dar ao luxo de esquecer nosso passado recente porque senão vamos exigir do clube um esforço que ele não está pronto para fazer. É fundamental compreender esse todo para ter um senso crítico mais apurado", lamentou o vice-presidente.

Neste contexto, ele avalia a venda do Fazendão também como um bom negócio. "Nossa concepção é que não faz sentido, dispondo do CT Evaristo de Macedo, a gente pensar em abrir dois CTs, com as dimensões que eles têm. São 305 mil metros no CT e 125 mil no Fazendão. Manter duas estruturas dessa dimensão em funcionamento é algo absolutamente dispendioso. Entre o acordo judicial que possibilitou a compra do CT e a retomada da propriedade do Fazendão, o investimento que foi feito em obras, e as parcelas dos transcons que nós fizemos, o Bahia investiu quase R$ 40 milhões para resolver sua situação patrimonial. E fez um investimento vultuoso, para viabilizar o novo CT, sem que nos desfizéssemos do CT anterior. Foi 100% com recurso do caixa do clube. E isso tem um impacto em uma instituição que tem uma situação difícil. Isso precisa ser reposto A nossa ideia é: entendendo que temos proposta em mãos que é compatível com a avaliação de mercado, é chegado o momento. Manter o Fazendão fechado nos custa por ano aproximadamente R$ 1 milhão. Não faz sentido continuar tendo essa despesa", ressaltou Ferraz.

A venda do Fazendão foi aprovada pelo valor de R$ 22 milhões, após uma proposta da MRV. Em março deste ano, a construtora propôs o pagamento em uma divisão de 30 parcelas, 18 delas por R$ 488.888,89 cada e 12 de 1.100.000,00 (lembre aqui). Esse valor será convertido para o pagamento de dívidas trabalhistas.

"Do período democrático para cá, o Bahia pagou entre 43 e 45 milhões de reais em oito anos. Antes disso, tinha pago dois milhões. Quitamos mais de 200 processos trabalhistas. Temos, hoje, menos de 20 processos tramitando, que já estão na fila para recebimento, mas são de valores maiores. Somam cerca de 15 milhões de reais de débito. Além disso, existem outros processos que não estão tão adiantados, estão em fase de discussão judicial. Uma boa parte deles vai haver condenação, e a gente estima em mais 12 milhões de reais do nosso passivo. A boa notícia é que o Bahia não tem criado passivo novo. Com toda a dificuldade, estamos honrando os compromissos do clube. Claro que a pandemia é um dificultador, mas não temos um histórico de criação de um passivo sistemático como acontecia", explicou o vice-presidente.

Durante a entrevista, Vitor Ferraz ainda avaliou a contratação de Rodallega, que, apesar da idade, tem "um rendimento que sempre chamou a atenção", disse que o trabalho do técnico Dado Cavalcanti "chama a atenção", e opinou que fortalecer a divisão de base é "o futuro do nosso clube".


Por: Nuno Krause

Texto Fonte Site Oficial: Bahia Notícias

Foto: Google / Artes RCBAP-Robson Custódio

Data: 15 de Julho de 2021

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